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Antes de inovar, faça as perguntas certas

Antes de inovar, faça as perguntas certas

Inovar:

Albert Einstein é frequentemente citado (talvez apocrifamente) dizendo: “se eu tivesse 20 dias para resolver um problema, passaria 19 deles buscando defini-lo”. A inovação é um problema particularmente aderente, porque muitas vezes permanece indefinido. Nós o tratamos como um monolito, como se toda inovação fosse idêntica uma à outra, razão pela qual muitos projetos caros acabam indo a lugar nenhum.

Então, como proceder? Devemos entregá-lo para os homens de jaleco branco em laboratórios, a um parceiro externo, a um especialista na área, ao crowdsourcing, ou o quê? Antes de entregá-los, precisamos de um framework claro para definição de problemas de inovação e abordagens que possuem mais probabilidade de resolvê-los.

Definir uma abordagem de gestão para a inovação começa com o desenvolvimento de uma melhor compreensão do problema que precisamos resolver. Apresentamos duas perguntas básicas podem ser extremamente úteis:

O problema está bem definido? Quando Steve Jobs, que era um mestre em definir uma visão clara de produto, começou a construir o iPod, ele estruturou o problema como “1.000 músicas no bolso”. Essa frase simples definiu não apenas as especificações técnicas, mas a abordagem global. Alguns problemas, infelizmente – como uma forma de criar uma alternativa viável para os combustíveis fósseis – não são tão fáceis de delinear. Portanto, a estratégia de inovação precisa adaptar-se significativamente dependendo de como o problema pode ser bem enquadrado (e definido).

Quem está em melhor posição de resolvê-lo? Tão logo Steve Jobs definiu o problema associado ao iPod, ficou claro que ele precisaria encontrar um fabricante de disk drive que pudesse atender suas especificações. Uma vez que começamos a fazer essas perguntas, vemos que elas esclarecem as questões rapidamente: ou há uma resposta simples, ou não há.

Uma vez que tenhamos enquadrado as perguntas, podemos determinar qual a abordagem à inovação faz mais sentido:
Pesquisa básica: quando o seu objetivo é descobrir algo realmente novo, nem o problema nem o domínio são bem definidos. Enquanto algumas organizações estão dispostas a investir em divisões de pesquisa em grande escala, outras tentam se manter no topo das descobertas de ponta através de bolsas de estudo e afiliações acadêmicas. Muitas vezes, as três abordagens são combinadas em um programa mais abrangente.

Embora a pesquisa mais básica aconteça em instituições acadêmicas, algumas empresas podem se sobressair nelas também. Em 1993, uma pesquisa da IBM levou ao primeiro teletransporte quântico, uma tecnologia não susceptível de resultar em um produto até depois de 2020. Eles continuam a liderar em patentes. A pesquisa básica requer um horizonte de longo prazo, a fim de se pagar e, portanto, deve ser combinada com outros métodos, seja internamente ou através de parcerias.

Inovação em importantes descobertas

Às vezes, embora o problema seja bem definido, as organizações (ou até mesmo áreas inteiras) podem ficar paradas. Por exemplo, a necessidade de encontrar a estrutura do DNA era um problema muito bem definido, mas a resposta iludiu até mesmo os químicos mais talentosos. Geralmente, esses tipos de problemas são resolvidos através da síntese em vários domínios: Watson e Crick resolveram o problema do DNA combinando conhecimentos de química, biologia, e cristalografia de raios X.

Muitas empresas têm se dedicado à abertura de plataformas de inovação, como a Innocentive, que permite que pessoas de fora resolvam problemas que as mantêm paralisadas. Proctor e Gamble construíram sua própria plataforma Connect + Develop que lhes permitia se beneficiar do expertise alheio em uma variedade de domínios em todo o mundo.

Inovação sustentável

Toda tecnologia precisa ficar melhor. Todos os anos, nossas câmeras ganham mais pixels, os computadores ficam mais poderosos e os produtos domésticos tornam-se “novos e melhorados”. As grandes organizações tendem a ser muito boas neste tipo de inovação, pois os laboratórios convencionais de pesquisa, desenvolvimento e terceirização são adequados para isso. A Apple, por exemplo, é uma inovadora sustentável de primeira linha. Ela não inventou o mp3 player, o smartphone ou até mesmo o tablet. No entanto, ela melhorou designs anteriores, de tal forma que parecia que eles haviam se tornado algo completamente novo. Na mesma linha, a Toyota faz carros assim como quaisquer outros, só que melhor. O que ambas as empresas têm em comum é que são mestres em adaptar inovações para os mercados existentes. Em essência, grandes inovadores sustentáveis são grandes comerciantes. Eles enxergam necessidade onde ninguém mais vê.

Inovação disruptiva

A área mais problemática é a inovação disruptiva, que direciona a luz aos não consumidores de uma categoria e exige um novo modelo de negócios, pois o valor que ela cria não é imediatamente claro. Embora cada novo produto da Apple faça a cabeça das pessoas, quando o Google surge com algo novo a maioria das pessoas não entende o que é, muito menos como elas podem fazer dinheiro com isso. Do Google Maps para os carros autônomos, eles conseguem preencher necessidades que nem mesmo nós sabíamos que tínhamos. A 3M, empresa que foi pioneira nas fitas adesivas e “post-its”, possui cerca de 30% de sua receita advinda de produtos lançados nos últimos 5 anos.

Ambas as empresas usam uma versão da regra de 15%/20%, onde os funcionários são convidados a dedicar uma parte fixa de seu tempo a projetos não relacionados ao trabalho. Outras empresas têm se dedicado à criação de laboratórios de inovação, onde podem “testar e aprender” sem riscos excessivos. Uma abordagem de VC (venture capital), na qual pequenos investimentos são feitos em empresas emergentes, também pode ser bem sucedido.

Embora o foco seja importante, nenhuma empresa deve limitar-se a apenas um quadrante. A Apple, por exemplo, é principalmente uma empresa sustentada pela inovação, mas o iTunes foi certamente uma importante inovação disruptiva. Embora o Google possa ser o maior inovador disruptivo do planeta, a megacorporação investe recursos consideráveis ​​para melhorar os produtos existentes.

Por isso, é importante desenvolver um portfólio de inovação eficaz, que possua uma área básica como foco, mas que também persiga outros quadrantes da matriz e construa sinergias entre variadas abordagens. A inovação é, acima de tudo, uma combinação de diversos fatores.

Fonte: Harvard Business Review

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Laura Lopes

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