Espalhe a Mensagem: Social Media Não Foi Feita Para Vender

Espalhe a Mensagem: Social Media Não Foi Feita Para Vender

Sua estratégia de marketing online envolvendo mídias sociais tem como premissa o aumento das vendas de um produto ou serviço? Então talvez seja a hora de rever e ajustar os ponteiros da sua campanha. Fato é que o marketing não faz milagres, tampouco garante resultados (especialmente em vendas), embora a maior parte das empresas o levem em conta como uma espécie de “bala de prata” dos negócios. Mas o fato é que não é. Agora, por qual razão essas mesmas empresas, e tantas outras, investem tanto dinheiro em marketing, quando os resultados não são garantidos? Tara Hunt, estrategista digital, defende que o marketing serve ao propósito de nos tornar mais acessíveis (ou fáceis de encontrar) – e é melhor ser mais “encontrável” do que a concorrência, obviamente – ao mesmo tempo em que trabalha a credibilidade de uma marca ou assunto em questão. Isso tudo ajuda (e muito) naquilo que as empresas tanto almejam: aumentar as vendas.

Há muitas formas de se encontrar clientes, tanto online como offline, mas nenhuma delas é tão efetiva (não ainda, pelo menos), quanto o velho e bom “boca a boca”. Mas há que se lembrar que espalhar a mensagem no “boca a boca” torna-se inútil quando não é algo feito de forma autêntica. Em outras palavras, não importa o tipo de mídia ou a quantidade de dinheiro que se invista nela: algumas coisas simplesmente não funcionam (ou não “viralizam”, para se usar um modismo bem atual). Na verdade, um bom marketing significa, simplesmente, maior credibilidade e mais chances de ser encontrado pelos consumidores de um produto ou serviço.

E qual seria então o ROI das mídias sociais?

Número um: a habilidade de ouvir, mas não com alguma ferramenta que meça sentimentos ou rastreie influenciadores. Simplesmente ouvir. Isso tem um valor inestimável para as pessoas.

Número dois: serendipidade, ou a habilidade de atrair coisas felizes ou úteis. É abrir-se às oportunidades constantes e surpreendentes para participar e, ao participar, encontrar inúmeras oportunidades para estar à frente do diálogo e causar uma boa impressão (e claro, corresponder a ela).

Número três: criar um senso de comunidade, em vez de apenas interagir com consumidores. A diferença é notável. Se você tiver paciência e construir uma comunidade ao invés de apenas um banco de dados de clientes, terá aproveitado o “boca a boca” da rede do qual desejaria fazer parte alguns meses atrás. Mas, desta vez, é real e autêntico e ajuda a de fato espalhar a mensagem.

Outros fatores associados ao poder do marketing nas mídias sociais estão:

Analytics: não podemos saber quem efetivamente assistiu àquele comercial de TV mas podemos dizer quem o viu no YouTube, “curtiu”, “compartilhou” etc. Os dados disponíveis sobre como as pessoas interagem na rede são de valor inestimável.

Feedback: atente aos comentários. No Twitter, no blog, no Facebook… e aproveite para dialogar com seu público e relacionar-se com ele de uma forma direta e verdadeira.

Relacionamentos: nas mídias sociais, diferentemente da televisão ou rádio, é no “tete-a-tete”.

Quando se trata de social media, lembre-se sempre: os valores não estão apenas no “marketing viral” que é possível fazer com esta ou aquela ideia ou campanha. Eles se encontram bem aí na sua timeline, e muitas vezes envolvem assuntos mais triviais e nem por isso menos importantes.

Fonte: LinkedIn Articles
Imagem: Jitendra Vaswani

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