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O Legado de Nelson Mandela

O Legado de Nelson Mandela

Nelson Mandela, o primeiro presidente negro da história e símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul (política que excluía os negros da vida social, política e econômica do país), morreu ontem aos 95 anos e nos deixou um legado de luta pela paz mundial e pela união entre os povos. Muitos foram fortemente influenciados e inspirados por seus discursos visionários, autênticos e envolventes. Discursos sobre a liberdade, o respeito, a dignidade humana, a igualdade, o direito de viver a
própria vida e se tornar a pessoa que cada um de nós gostaria de ser. E em um tempo onde o ódio e a segregação racial não davam muitos sinais de ser possível viver em um mundo mais justo. Mas Nelson Mandela venceu: passou 27 anos preso em uma cela de 2,5 por 2,1 metros, totalmente privado das informações do mundo exterior, e, ao sair conquistou muitas honrarias, sendo considerado um grande líder humanitário por ter dedicado mais de 67 anos de sua vida a serviço dos povos mais pobres e oprimidos de seu país.

O Centro de Memória Nelson Mandela tem arquivado quase todos os discursos feitos por Nelson Mandela. Compartilhamos alguns trechos de três de seus discursos mais memoráveis, selecionados por Andreas von der Heydt, coach de liderança e Country Manager da Amazon BuyVIP:

“Um ideal para o qual estou preparado para morrer, 1964”

Este é um dos discursos mais famosos de Nelson Mandela. Foi proferido em um cais do tribunal de Pretória, em 1964, na abertura do processo de defesa no Julgamento de Rivonia. Ele já estava preso há dois anos na época. O discurso original é de aproximadamente 176 minutos.

“A África do Sul é o país mais rico da África, e poderia ser um dos países mais ricos do mundo. Mas é uma terra de extremos e contrastes notáveis. Os brancos desfrutam o que pode muito bem ser o mais alto padrão de vida no mundo, ao passo que os africanos vivem na pobreza e na miséria. A queixa dos africanos, no entanto, não é só por serem pobres e os brancos ricos, mas o fato das leis feitas pelos brancos serem projetadas para perpetuar essa condição. Há duas formas de sair da pobreza. A primeira é através da educação formal, e o segunda é o trabalhador adquirir uma habilidade maior em seu trabalho e assim, salários mais elevados.

A única cura é alterar as condições em que os africanos são forçados a viver e satisfazer suas queixas mais legítimas. Os africanos querem ter um salário digno. Querem realizar um trabalho que são capazes de fazer, e não trabalhar naquilo em que o governo declara que sejam capazes de fazer. Durante a minha vida dediquei-me a esta luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca, e também contra a dominação negra. Estimo o ideal de uma sociedade democrática e livre na qual todas as pessoas possam viver juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal pelo qual espero viver e ver realizado. Mas, meu Senhor, se preciso for, é um ideal pelo qual estou preparado para morrer”.

“Comício na Cidade do Cabo em sua libertação da prisão, 1990”

Primeiro discurso público de Nelson Mandela em 27 anos, após a sua libertação da prisão. Mandela termina este discurso com uma citação das palavras de seu julgamento, em 1964.

“Amigos, camaradas e companheiros sul-africanos, saúdo todos vocês em nome da paz, democracia e liberdade para todos. Estou aqui diante de vocês não como um profeta, mas como um humilde servo do povo. Seus sacrifícios incansáveis e heróicos tornaram possíveis para mim estar aqui hoje. Por isso, coloco os anos restantes da minha vida em suas mãos. Neste dia da minha libertação estendo a minha gratidão sincera e mais calorosa aos milhões de compatriotas e a todos nos 4 cantos do mundo, que fizeram uma campanha incansável pela minha libertação.

A necessidade de unir o povo do nosso país é uma tarefa tão importante agora como sempre foi. Nenhum líder individual é capaz de assumir essa enorme tarefa por conta própria. É nossa tarefa como líderes colocar nossos pontos de vista antes da nossa organização e permitir que as estruturas democráticas decidam sobre o caminho a seguir. Sobre a questão da prática democrática, sinto o dever de observar que um líder do movimento é uma pessoa que foi eleita democraticamente em uma eleição nacional. Este é um princípio que deve ser acolhido sem quaisquer exceções”.

“Anunciando a aposentadoria, 2004”

Muito obrigado a todos vocês por terem tempo em suas agendas muito ocupadas e virem me ouvir esta manhã. Eu sempre disse que muitas pessoas vêm para tais reuniões apenas por curiosidade para ver com o que um homem velho se parece. Tendo observado a especulação da mídia nas últimas semanas sobre a minha aposentadoria e morte iminente, estou ainda mais certo de que estão presentes hoje exatamente por esse motivo. Mas isso não diminui de forma alguma o meu apreço pela presença de todos aqui; pelo contrário, estou muito feliz que a velhice ainda possa inspirar tanta atenção não merecida.

Depois da minha libertação, passei a ter pouca oportunidade para a leitura, pensamento e reflexão tranquila, como tinha na prisão. Tenho a intenção, entre outras coisas, de me dar muito mais oportunidade para tal leitura e reflexão. E, claro, há aquelas memórias sobre os anos presidenciais que agora realmente precisam da minha atenção urgente. Quando disse a um dos meus assessores, há alguns meses, que queria me aposentar, ele rosnou para mim: “você está aposentado”. Se esse for realmente o caso, então devo dizer que a partir de agora anuncio a minha aposentadoria da aposentadoria…

Não tenho a intenção de me esconder totalmente do público, mas quero estar na posição de perguntar se seria bem-vindo, ao invés de ser chamado para fazer as coisas e participar de eventos. Por isso, o apelo é: não me procure, eu vou procurá-los.

É também generoso por parte da comunidade empresarial que não se sinta muito desapontada: eu não vou me esquecer totalmente de você. Quando uma causa nobre que precisa de apoio chamar a minha atenção, eu hei de apoiá-la. Mas minhas atividades públicas, a partir de hoje, serão severamente e significativamente reduzidas. Confio que as pessoas vão entender minhas considerações e me darão a oportunidade de uma vida muito mais silenciosa. E eu agradeço a todos vocês pela consideração. Isso, no entanto, não significa que o trabalho com o qual tenho me envolvido ao longo de toda a minha vida chegou ao fim. Tem sido minha prática diária estabelecer relações para fazer um determinado trabalho e, em seguida, deixá-lo para que outras organizações prossigam e o façam evoluir.

E, por fim, a mensagem mais inspiradora e simples: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”, diz um dos ensinamentos de Nelson “Madiba” Mandela, carinhosamente assim chamado pelos seus conterrâneos.

Fonte: LinkedIn Articles

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Laura Lopes

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