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Se Os Olhos São O Espelho da Alma, O Que Dizer das Pupilas?

Se Os Olhos São O Espelho da Alma, O Que Dizer das Pupilas?

Pupilas: confiar ou não em alguém?

Roger Dooley, especialista em Neuromarketing, ou a ciência aplicada ao Marketing, descreve neste artigo como a chamada “pupilometria” pode influenciar pessoas. Shakespeare afirmava que “os olhos são a janela para a alma” e, como observado em muitas previsões, o poeta tinha percepção aguçada. Uma série de estudos têm mostrado que características específicas dos olhos afetam o quanto nós confiamos ou não em alguém. E isso não é verdade somente ao observarmos o olhar de uma pessoa, mas mesmo quando a observamos via meios impressos ou digitais.

Um estudo recente valeu-se de uma espécie de “jogo da verdade” com um parceiro virtual. As pupilas da imagem do rosto na tela eram modificadas digitalmente para dilatar (se tornarem maiores), permanecerem inalteradas, ou ainda se contraírem. A confiança foi medida como significativamente maior para os parceiros virtuais com pupilas dilatadas e menor aos que apresentavam pupilas contraídas. Os cientistas também observaram o mimetismo, ou seja, quando as pupilas respondiam imitando a condição do outro que viam na tela.

Há outras pesquisas mostrando a importância das pupilas dilatadas. Décadas atrás, os pesquisadores White e Maltzman demonstraram que quando estamos interessados em algo, nossas pupilas ficam maiores. Um estudo anterior sugeriu que as pupilas dilatadas indicavam excitação sexual, embora seja possível que a dilatação tivesse sido provocada mais pelo interesse no assunto do por uma excitação real.

Mais recentemente, pesquisadores de Dartmouth usaram a imagem por ressonância magnética (fMRI) para determinar que a amígdala é a estrutura do nosso cérebro que responde a pupilas dilatadas, e é também associada às emoções, ao medo e ao prazer.

tamanho da pupila

Don Draper

Geralmente vemos o Neuromarketing como uma ciência recente, mas a bem da verdade é que os publicitários já vêm tentando medir as reações do subconsciente dos consumidores há muitos anos. A série Mad Men (disponível no Netflix, e vencedora de diversos prêmios na categoria) pode ter perdido Don Draper, ou pelo menos sua agência de pesquisas, voltando-se para medidas biométricas. Isso porque, já na década de 1970, a pupilometria foi usada como um meio de avaliar como os consumidores reagiam à publicidade.

Os profissionais que usaram o Neuromarketing no passado passaram por um problema semelhante ao enfrentado pelos profissionais de hoje. Embora as respostas emocionais possam ser detectadas e até mesmo quantificadas, é mais difícil determinar com precisão qual emoção o sujeito está experimentando. Alegre ou desanimado? Animado ou irritado?

Acrescente a isso o desafio de prever o comportamento de compra de uma emoção que é incerta e verá porque a pupilometria foi parcialmente abandonada. Até hoje, porém, a dilatação da pupila é citada como uma das muitas medidas biométricas disponíveis para profissionais de Neuromarketing. É relativamente fácil de medir, e seu poder de previsão pode ser melhorado combinando-se com outros fluxos de dados de atividade cerebrais ou biométricos.

Como aplicar esse conhecimento?

Para contatos ao vivo, as opções para o envio de sinais de confiança via dilatação da pupila são limitadas. Mesmo que você tenha o controle de dilatar a pupila quando interage com os outros, as variações de tamanho da pupila são uma resposta involuntária.

Tenho ouvido as sugestões de que uma pessoa poderia se concentrar intensamente em alguma atividade conhecida para dilatar as pupilas. Mas, se ela estiver tentando resolver problemas matemáticos complexos enquanto simultaneamente conversa com alguém, os resultados quase que certamente serão ruins. Você provavelmente não desejará pingar aquele colírio horrível que seu oftalmologista usa para dilatar quimicamente as pupilas. As pessoas que você encontrar podem perguntar por que você parece estar fora de foco e com a visão alterada.

Você pode sempre tentar contatos que simulam pupilas dilatadas ou mesmo potencializar ao máximo o efeito delas com lentes artificiais. E então, novamente, pode acabar parecendo que você saiu de um anime japonês. Provavelmente, a melhor aposta é manter contato visual com a pessoa com que se está falando e esperar que suas pupilas imitem automaticamente o que vêem. A dilatação mútua provavelmente levará a uma maior confiança.

Tirar fotos diminui a confiabilidade?

Em uma foto ou filmagem típicas, o que temos? Geralmente, muita luz. Luzes brilhantes. E, mesmo se apertarmos os olhos, aquelas luzes brilhantes farão com que suas pupilas se contraiam. Uma solução é manter a iluminação ambiente bastante escura para que as pupilas permaneçam razoavelmente dilatadas. Para imagens fixas, a duração do flash será curta o suficiente para capturar a imagem antes das pupilas se encolherem em resposta.

Claro, você pode estar trabalhando com imagens existentes ou banco de fotos. Felizmente, é bastante fácil para retocador de foto mudar o tamanho da pupila após a exposição fotográfica. A maioria dos experimentos científicos que avaliam o tamanho da pupila usam exatamente essa técnica. Se uma pessoa em uma foto representa você ou sua marca, vale a pena separar um momento para verificar pupilas pequenas. Uma nova tomada ou até mesmo um retoque sutil podem levar a níveis nível de simpatia e de confiança mais elevados.

Não esqueça do anel de limbo

A atração sedutora das grandes pupilas é conhecida há anos. Mas, há também outra característica dos olhos que os tornam atraentes – um anel de limbo mais proeminente. O anel de limbo é o perímetro da íris e forma a fronteira com o “branco” do olho. Um estudo da UC Irvine constatou que indivíduos de ambos os sexos achavam uma imagem do gênero oposto mais atraente quando os olhos apresentavam anéis de limbo mais grossos.

aneldelimbo


Na ilustração acima (utilizada no estudo da UC Irvine), espectadores do sexo masculino preferiram a imagem do rosto à direita.Como o anel de limbo tende a ficar menos proeminente à medida que envelhecemos, os pesquisadores concluíram que um anel mais grosso era um sinal de juventude e a saúde. Contudo, não há muito o que fazer para controlarmos nosso próprio anel de limbo. Algumas lentes de contato cosméticas tentam simular um anel mais grosso e escuro. Para a maioria de nós, porém, essa parece ser uma solução bastante extrema.

Mais uma vez, o retoque pode ser a resposta. Assim como nas pupilas mais redondas e brilhantes, o Photoshop pode se encarregar de tratar de um anel de limbo inadequado com pouca dificuldade. Enquanto é capaz de remover imperfeições da pele e fornecer um sorriso hollywoodiano, poderá também escurecer o anel de limbo. Isso pode fazer tanta diferença na sua aparência e vigor aparente como os outros truques do software.

Fonte: Neurosciencemarketing.com

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Laura Lopes

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