Os 5 Princípios Científicos do Sucesso

Os 5 Princípios Científicos do Sucesso

Princípios científicos nos negócios

Existem dezenas de livros sobre sucesso nos negócios, a maioria baseado em observações pessoais e experiências de seus autores. Mas, é possível também encontrar ciência no sucesso que move o mundo dos negócios. É o que defende Geoffrey James, ao postular os 5 princípios científicos do sucesso:

1. Empresas de sucesso contam histórias

Podemos viver na era da informação, mas os seres humanos são geneticamente idênticos aos seres humanos que viviam na Idade da Pedra. Naquela época, o que distinguia os humanos dos macacos era uma parte do cérebro chamada neocórtex, que em nós humanos é enorme em comparação com outros mamíferos. Um elemento importante do enorme neocórtex é o que os neurocientistas chamam de “neurônios espelho” – as células do cérebro que disparam tanto quando fazemos algo nós mesmos ou quando observamos alguém fazendo a mesma coisa. Quando alguém conta uma história com emoção, essas emoções são ecoadas nos “neurônios espelho” do ouvinte.

De acordo com o psicólogo Brian Sturm, da Universidade da Carolina do Norte, compartilhar histórias relacionadas aproxima as pessoas e gera confiança, tornando-as parte da mesma tribo. Este é um dos princípios científicos que embasa a construção de parcerias de negócios. Embora as histórias conectem as pessoas emocionalmente, elas rapidamente se esquecem de fatos fornecidos fora do contexto da história. Na verdade, a maioria das pessoas se esquece de 90% das informações que lhes são apresentadas dentro de um período relativamente curto de tempo. Portanto, se você precisa de fatos e informações para verificar e reforçar suas histórias, seu sucesso depende das histórias que você conta, porque as histórias que você conta são como seus clientes e investidores decidem o que significa fazer negócios com você. Uma relação lógica e diretamente proporcional, digamos.

2. Funcionários de sucesso trabalham menos tempo e de forma mais inteligente

Muitas empresas incentivam trabalhar longas horas sob a crença de que manter menos funcionários com uma carga de trabalho excessiva aumenta o lucro. Isso é uma crença infundada, não são princípios científicos. De acordo com estudos realizados pela Ford Motor Company no início do século passado, o ponto ideal para a produtividade do trabalhador é de cerca de 40 horas semanais. Horas adicionais criam apenas um pequeno aumento na produtividade, que torna-se negativo em três ou quatro semanas. O problema é que as pessoas com excesso de trabalho começam a cometer erros evitáveis, que, em seguida, levam tempo para corrigir. A solução, é claro, é “trabalhar de forma mais inteligente”. Mas o que isso significa?

Certamente não significa agregar mais tecnologia; há uma correlação óbvia entre a quantidade de tecnologia nos negócios e a extensão da jornada de trabalho. A tecnologia propicia trabalharmos ainda mais horas ao dia. A única maneira de trabalhar de forma mais inteligente é gastar o tempo com as coisas mais importantes. Esta é uma aplicação prática do Princípio de Pareto, a lei econômica segundo a qual 80% dos resultados vêm de 20% das ações.

No mundo dos negócios, o Princípio de Pareto é mais conhecido como a regra de ouro que professa que “80% das vendas vêm de 20% dos clientes”, ou, por vezes, “80% das vendas vêm de 20% dos vendedores”. No entanto, os padrões de Pareto se aplicam a quase toda a atividade humana, o que significa que na maioria das empresas apenas 20% do esforço empregado gera 80% dos resultados. Como um corolário, 80% do esforço gera apenas 20% dos resultados.

Portanto, você pode tornar a si mesmo e à sua empresa mais bem sucedida fazendo mais dos 20% que realmente importa e menos dos 80% que não importam. Essa é a base científica para a noção intuitiva de competência.

3. Empresas de sucesso recrutam equipes, não superstars

A sabedoria do negócio convencional proclama que uma organização terá sucesso mais fácil e rapidamente se contratar o maior número possível de “estrelas”. Em outras palavras, quanto mais “superstars” na equipe, melhor será a equipe.

Essa filosofia está por trás de conceitos como o stack ranking, na qual “uma força de trabalho é classificada de acordo com a produtividade individual de seus membros”, e das melhores práticas, em que tentamos recrutar candidatos que se assemelham aos melhores funcionários atuais. Embora isso tudo pareça razoável, não funciona na prática. O stack ranking resulta de todos os tipos de comportamento estranho e disfuncional, porque os funcionários estão empenhados em parecerem bons ao mesmo tempo que fazem os outros ficarem mal.

De fato, os superstars tendem a se tornar um sucesso à custa dos outros, de acordo com análises estatísticas de um banco de dados de mais de 400.000 vendedores e 700 equipes de vendas realizadas pela Chally Worldwide. “Na prática, esses “superstars” muitas vezes dependem fortemente de recursos internos e conexões que, se disponibilizadas a todos na equipe de vendas, pode prejudicar outras partes do negócio”, explica Howard Stevens, CEO da Chally Worldwide.

O sucesso do negócio, no entanto, é sempre um esforço de equipe, o que significa que empresas bem sucedidas devem contratar pessoas que podem colocar seus egos de lado e ajudar a todos a se tornarem mais eficazes e eficientes. De acordo com um estudo recente realizado pelo MIT e publicado na Harvard Business Review, as equipes mais eficazes “falam e ouvem em igual medida, e igualmente entre seus membros, enquanto as equipes de menor desempenho têm membros dominantes, equipes dentro de equipes, e membros que falam ou ouvem, mas não fazem as duas coisas”.

Nem é preciso dizer que tais comportamentos são característicos de “superstars” em vez de membros de uma equipe. Em outras palavras, sua empresa será mais bem sucedida se você contratar profissionais acima da média que trabalham juntos como uma equipe do que superstars que obtêm sucesso à custa dos outros.

4. Empresas de sucesso consideram a honestidade a melhor política

Nas últimas décadas, muitas empresas tiveram a tendência de tomar a ética empresarial como um gasto. A suposição é que é mais rentável enganar do que jogar limpo, desde que você não seja pego. No entanto, uma pesquisa inovadora conduzida pelo escritor e professor de negócios Robert B. Cialdini indica que a fraude gera enormes custos ocultos, mesmo quando os líderes pensam que não serão pegos.

De acordo com Cialdini, funcionários que sabem que a empresa permite fraudes se dividem em duas categorias: aqueles que sentem um conflito de valores e desejam sair, e aqueles que se sentem perfeitamente bem com a prática. Muitos dos melhores funcionários se enquadram na primeira categoria, o que cria uma alta rotatividade para as empresas. Como os custos dessa rotatividade podem facilmente ser de duas a três vezes o custo anual de um funcionário, o resultado das “maracutaias” é uma margem de lucro menor.

E o que é pior, os funcionários que se sentem OK com o nível corporativo de fraude se sentem OK também com fraudes pessoais, o que explica (entre outras coisas) por que a negociação fraudulenta tornou-se tão comum na indústria financeira. Em outras palavras, ao invés de um gasto desnecessário, criar uma cultura corporativa ética evita gastos desnecessários que serão evitados mesmo quando a empresa se livra de práticas fraudulentas.

5. Empresas de sucesso procuram reduzir o estresse de seus empregados

A ciência diz que o estresse é o inimigo nº 1 do sucesso. De acordo com a Associação Americana de Psicologia, o stress resulta em uma série de problemas de saúde, incluindo dores de cabeça, tensão muscular, dores musculares, dor no peito, fadiga, dores de estômago, insônia, ansiedade, agitação, falta de motivação, falta de foco, irritabilidade, depressão, problemas alimentares, vício e isolamento social.

Os problemas de saúde deste tipo não só resultam na diminuição da produtividade, mas também (quando combinados com a cultura de se fazer horas extras) presenteísmo, em que os funcionários trabalham mesmo quando estão doentes ou com uma doença contagiosa. Nos negócios, as principais fontes de estresse são a sensação de que há muito trabalho a ser feito e um clima de medo baseado na crença (muitas vezes verdadeira) de que o gestor irá punir o fracasso.

Existem, claro, muitas empresas aparentemente bem sucedidas que possuem esse tipo de cultura baseada no medo. No entanto, essas empresas eliminam o stress em uma base regular – ao descartar e, em seguida, substituir os funcionários que se tornam muito problemáticos para suas funções. Porém, como essa prática custa dinheiro, uma abordagem mais eficaz é criar um ambiente que é inerentemente menos estressante através da implementação dos princípios científicos de 1 a 4.

Ter uma história forte e significativa cria um senso de comunidade. Só fazer o que é importante e reduz tanto o trabalho inútil como o excesso de trabalho. Construir equipes ao invés de destacar “estrelas” reduz o conflito, assim como incentiva a honestidade e a confiança. Nem todas as empresas de sucesso incorporam todos os cinco princípios científicos, mas se você ler alguns dos milhares de livros sobre o sucesso no mundo dos negócios, você verá que todas as empresas de sucesso implementam pelo menos quatro destes princípios científicos.

Fonte: INC.com

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