Decisões: segredos para tomar boas decisões

Decisões: segredos para tomar boas decisões

Por Deepak Chopra

Para se alcançar uma carreira de sucesso, decisões precisam ser tomadas, muitas das quais se provarão críticas ao longo do caminho percorrido. Uma boa decisão pode ter repercussões positivas por anos, mas o mesmo vale para uma decisão ruim. Onde o conceito de se tomar decisões é estudado – geralmente em escolas de negócios e departamentos de governo – há um tipo de pseudo-ciência que tem se desenvolvido, para a qual o elemento humano (subjetividade) é reduzido ao máximo para que o elemento racional (objetividade) possa dominar.

Esta tática ignora o fato de que todas as decisões são humanas – não há uma máquina que possa fazê-las por nós – e a história nos revela que as decisões mais importantes sempre envolvem uma combinação de gênio humano, paixão, determinação e fraquezas. As emoções se inflamam, para o bem e para o mal. Na verdade, quando examinamos a história, nos tornamos cada vez mais fascinados pelo drama humano que se desenrola – podemos até dizer que a história nada mais é do que drama.

Mas, o que isso quer dizer para nós e para as decisões que precisamos tomar? Isto quer dizer que, se você deseja tomar boas decisões, será preciso mergulhar nas questões envolvidas e decidir com plena consciência da situação humana. Se, ao invés disso, você tentar reduzir cada grande decisão para algo meramente racional, você acabará se afastando das principais coisas que norteiam uma boa decisão.

Logo, o que faz uma decisão ser de fato boa para nós? Há 4 elementos humanos principais para isso.

Emoções – Sua escolha deve se encaixar em suas emoções mais positivas e evitar as mais negativas.

Self – Sua decisão deve corresponder com o que você é como pessoa.

Visão – Sua decisão deve estar de acordo com seus objetivos a longo prazo.

Contexto – Sua decisão deve ser compatível com a situação na qual você se encontra.

Este são os ingredientes presentes em grandes líderes, e é irônico como são completamente ignorados quando estudos de caso focam tanto em risco versus remuneração, diagramas de fluxo, tendências estatísticas, movimento do mercado etc. Tais ingredientes podem – e provavelmente devem – ser calculados por um computador. O elemento humano geralmente entra na equação quando a escola de negócios ou o governo estuda a enorme decisão ruim que foi tomada (por exemplo, a que levou a uma grande recessão). É então que se torna flagrante e aparente que a ganância, a rivalidade, a teimosia, a negação, o orgulho e uma completa falta de consciência foram cruciais.

A lição óbvia é levar em conta o fator humano – de qualquer forma, ele não pode ser eliminado, ou pelo menos não no mundo real. Quando abraçamos nosso lado humano com plena consciência, nossas decisões sempre serão do tipo ganha-ganha. Ainda que você faça a decisão correta, ou algo dê errado, você aprenderá com seus erros e avançará para tomar decisões melhores no futuro. Esta é a atitude que todas as pessoas verdadeiramente bem sucedidas adotam na vida.

Os 4 elementos humanos exigem, portanto, que você seja auto-consciente, alerta e flexível em suas decisões:

Emoções

Boas decisões nos fazem sentir otimistas. Elas não são baseadas no medo, rivalidade, raiva ou ganância. Elas expressam emoções expandidas enquanto más decisões expressam emoções retraídas. Quando a situação é repleta de tensão, a tomada de decisão torna-se enevoada; assim também é a pessoa capaz de avançar adiante sem pânico, se centrando emocionalmente, a que, inevitavelmente, encontra a melhor solução.

Self

O sucesso depende muito mais de quem você é do que o que você faz. Se nos propormos a construir um self – ou o “si mesmo” – nos movimentando em direção à maturidade, auto-confiança, independência e conhecendo nossas próprias verdades, tomaremos mais e melhores decisões. O self não é o ego. É a calma e segura essência daquilo que somos. O ego é o que nos conduz à satisfação das demandas do “eu” superficial. Todos nós temos um ego, mas pessoas altamente bem sucedidas aprenderam a agir a partir do seu self, ou “eu verdadeiro”.

Visão

Cada pessoa experimenta uma série de mudanças nas emoções, pensamentos e desejos. Elas formam a confusão diária que ocupa nossas mentes, e em boa parte do tempo dominam as nossas ações diárias. A visão coloca essa mistura em uma perspectiva coerente, transformando o caos em ordem. “Eu sei quem eu sou” torna-se “Eu sei para onde estou indo”. A visão é o capitão do navio da vida. Aqui reunimos o senso da moralidade e do dever. Você sabe sobre o que é apaixonado(a). Você segue as suas mais altas aspirações. Quando uma pessoa bem sucedida sobrevive a uma imensa crise, o que ficou foi através de sua visão.

Contexto

Todas as decisões são tomadas mediante um contexto. Não podemos reduzi-las a uma fórmula que se encaixe em qualquer circunstância. No entanto, muitas pessoas tentam fazer exatamente isso. Elas são sempre lutadoras ou sempre compromissadas. Elas sempre abraçam o risco ou sempre o evitam. Mas se seguirmos uma fórmula fixa em nossa tomada de decisões, não experimentaremos o fracasso, mas também não seremos flexíveis, dinâmicos e adaptáveis. Boas decisões exigem que avaliemos a situação na qual nos encontramos. Esta é uma área onde a racionalidade realmente oferece vantagem ao reunir informações, estudar as variáveis que devem ser consideradas, e realizar análises em profundidade. No entanto, mesmo aqui, as melhores decisões são tomadas por alguém que possa sentir o seu caminho adiante, e não por alguém que confia cegamente em dados.

Em outras palavras, se você se comprometer tão completamente quanto possível para tomar suas decisões de forma humana, no melhor sentido da palavra, irá valer-se do ingrediente secreto que muitas outras pessoas têm ignorado – e será seu grande ganho sobre elas.

Fonte: LinkedIn Articles

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