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Assistente pessoal por encomenda

Assistente pessoal por encomenda

O empreendedorismo é um campo fértil no Brasil atualmente, sobretudo após a flexibilização da legislação trabalhista, que passou a permitir contratos mais informais e mais adequados à nova realidade de mercado. Beatriz Arbex, executiva da área de Marketing, tendo trabalhado muitos anos para grandes multinacionais, e também com startups, um dia teve um estalo: porque não ofertar a assistência pessoal como um serviço para empresas e também para pessoa física? Da ideia nasceu a Alexia, startup que vem ganhando novos adeptos em São Paulo. Nesta entrevista, Beatriz conta um pouco da sua experiência:

1) Como surgiu a ideia de criar o serviço? E qual seu background profissional?

A ideia surgiu de 2 observações: 1) meu próprio dia a dia. Sempre tenho uma lista de “to do” (coisas para fazer ao longo do dia), que anda comigo e simplesmente não consigo realizar! E sempre com a sensação que se tivesse alguém que me ajudasse a resolver estas tarefas seria excelente!

E 2) fui executiva de empresas por muitos anos, tinha uma assistente pessoal e por muitas vezes outros executivos que trabalhavam comigo não tinham, e eu observava a dificuldade que tinham em lidar com seu dia a dia. Então uni as duas pontas e pensei: e se as empresas pudessem oferecer este benefício para seus executivos?

Na prática, cuidamos da lista de tarefas que todo mundo tem (a famosa “to do”) mas que nunca tem tempo de resolver. Coisas importantes que nunca temos tempo para fazer até se tornarem urgentes.

Sou desenhista industrial e tenho uma especialização em administração de Marketing. Fui executiva de marketing em grandes multicionais e depois tive uma carreira em gestão geral de empresas, e também responsável por startups, como a The Body Shop no Brasil.

 

 

2) Quais são os tipos de serviço mais requeridos pelos clientes?

Basicamente o que encontro:

Para o “trabalho”: atendemos “pessoas jurídicas” ou profissionais autônomos, em geral fazemos todo tipo de atividades ligadas a atendimento (agenda, atender telefone, auxiliar em atividades comerciais), administração do negócio (compras, controle de estoques, interface com contabilidade, emissão de notas, auxílio nas cobranças, organização de atividades, ajudar com recrutamento e treinamento de funcionários).

Para a “vida pessoal”:atendemos “pessoas físicas” auxiliando com todo o tipo de trabalho que vc pode imaginar: desde atividades corriqueiras do dia a dia como cuidar de casa e de compromissos até ajudar na organização de viagens, festas e até passaportes e presentes. É claro que acabamos fazendo toda a parte mais pesada do trabalho, que é lidar com fornecedores, fazendo cotações, comprar, renovação ou cancelamento de serviços, e por aí vai. A lista é longa.

3) Porque o nome “Alexia”? Seria uma referência ao assistente virtual da Amazon, o “Alexa”?

Alexia significa assistente em grego. Acredita que quando criei o nome nem conhecia a Alexa da Amazon?

4) Você pensa em abrir franquia do negócio? Se sim, qual seu modelo de negócio? Se não, porque?

Não penso não. Por enquanto este é um serviço bem personalizado. Exige um nível de treinamento que ainda não conseguimos garantir em uma operação franqueada.

5) Muita gente não entende como uma assistente pessoal pode ajudar a economizar no orçamento no final do mês. O que você costuma argumentar com quem ainda está se familiarizando com esse tipo de negócio?

Especialmente para as pessoas jurídicas a economia é direta. Você deixa de ter o custo fixo de pessoal e espaço, entre outros.

6) Você acha que o serviço de assistente pessoal segue a linha da “Uberização” da economia, puxada principalmente por serviços como Uber e Airbnb, que possibilitam criar novas possibilidades diretas de trabalho, sem intermediários empregatícios?

A ideia de poder dar trabalho para pessoas que estão em casa por algum motivo – ex-secretarias aposentadas, mães, produtoras freelancer – foi uma das principais razões porque montei esta empresa. E sim, é a “economia compartilhada” que está por trás e é realmente muito gratificante ver todas estas pessoas trabalhando.

7) Muito se falou da Reforma Trabalhista no ano passado, em como as novas regras da CLT poderiam mudar, para melhor, o cenário econômico brasileiro. Como você acha que o conceito de “Uberização” se encaixa nesse contexto?

Sim, sem duvida. É muito importante termos formas alternativas de relações trabalhistas para que o modelo de “ganha-ganha”funcione para todo mundo.

8) Qual sua visão sobre os espaços de coworking dentro dessa nova economia em desenvolvimento? Você usa ou já usou algum espaço de coworking para administrar o seu negócio?

Os espaços de coworking são, com certeza, uma das melhores coisas que vimos “mexer”com a forma como as pessoas e empresas trabalham. Dão flexibilidade, profissionalismo e permitem que as pessoas “foquem” no core business e não tenham que se preocupar com atividades administrativas no dia a dia! Tenho alguns clientes de muito sucesso que trabalham nesta modalidade, inclusive, e recomendo muito.

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Laura Lopes

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