Como ser persuasivo com metáforas visuais

Como ser persuasivo com metáforas visuais

Enquanto pensamos em metáforas como sendo principalmente baseadas em palavras, as chamadas “metáforas visuais” podem ser uma ferramenta de venda poderosa. Elas podem tanto envolver o cérebro como as metáforas textuais quanto estimular os sentidos do espectador de uma maneira que as palavras por si só não podem. Vemos isso com muita frequência na publicidade.

Foi o caso, por exemplo, de um anúncio da Laser Elements Spa, de Austin, Estados Unidos, composto por uma metáfora visual e um jogo de palavras para uma propaganda de depilação a laser. O anúncio mostra uma rosa com seus espinhos removidos, enquanto o texto principal diz: “pernas bonitas”. (Vale ressaltar que “stems” é uma gíria em inglês americano para a palavra “pernas”).

Esse anúncio é brilhante de várias maneiras. Primeiro, ele produz uma recompensa ao cérebro do espectador, já que a maioria dos leitores irá tê-lo como enigmático até observarem as letras pequenas abaixo dele. (A versão impressa deste anúncio possui uma pequena caixa abaixo da ilustração, que oferece um desconto em depilação a laser. A haste longa da rosa com a pequena pilha de espinhos não fará sentido de início, mas depois de ver o texto da oferta de desconto o leitor irá entender imediatamente o que está acontecendo).

O segundo elemento inteligente é o duplo significado da palavra “stems” – como muitas boas manchetes, este divertido jogo de palavras capta a atenção de quem o lê. Palavras usadas de formas não convencionais têm demonstrado tal efeito. (A publicidade que o diga…).

O último elemento que torna o anúncio atrativo é que, uma vez que o leitor tenha compreendido o jogo de palavras de “hastes/pernas”, segue-se a ele a metáfora visual dos espinhos. Enquanto a maioria das mulheres não pensaria imediatamente nos pelos das pernas como algo doloroso, a metáfora do espinho sugere que “pernas peludas” são comparáveis ​​a uma planta espinhosa. Essa imagem certamente torna a depilação mais duradoura e parece ser uma melhor alternativa à raspar com frequência e passar pelo
inevitável dissabor do surgimento de pelos mais ásperos e numerosos.

Fonte: Neuromarketing