Como Contar uma Grande História

Como Contar uma Grande História

Contamos histórias para nossos colegas de trabalho e amigos o tempo todo – para persuadir alguém a apoiar nosso projeto, para explicar a um funcionário como ele pode melhorar, ou para inspirar uma equipe que está enfrentando desafios. É uma habilidade essencial, mas o que torna uma história interessante em um contexto de negócios? E como melhorar a capacidade de contar histórias envolventes? Os consultores Nick Morgan e Jonah Sachs explicam como usar o storytelling em benefício dos negócios:

Comece com a mensagem que deseja passar

Todo exercício de contar uma história deveria começar com a pergunta: quem é o meu público-alvo e qual mensagem que desejo compartilhar com ele? Cada decisão sobre a história deve fluir a partir dessas duas perguntas. Sachs diz que os líderes devem perguntar: “qual é a moral, em essência, que estou tentando implantar na minha equipe?” e “como posso reduzi-la para que caiba em uma única e atraente declaração?”. Por exemplo, se sua equipe está se comportando como se o fracasso não é uma opção, você pode optar por transmitir a mensagem de que o fracasso é, na verdade, o “avô do sucesso”. Ou, se você estiver tentando convencer os líderes seniores a assumir um risco ao apoiar seu projeto, a mensagem poderia transmitir que a maioria das empresas são construídas sobre escolhas inteligentes. Primeiro postule sua mensagem final; e então descobra a melhor maneira de ilustrá-la.

Filtre suas próprias experiências

Os melhores contadores de histórias olham para as suas próprias memórias e experiências de vida em busca de maneiras de ilustrar suas mensagens. Quais acontecimentos em sua vida embasam ou o fizeram acreditar na ideia que deseja compartilhar? “Pense no momento em que seus próprios fracassos o levaram ao sucesso na carreira, ou em uma lição transmitida pelo seu pai ou mentor”, diz Sachs. “Qualquer uma dessas coisas podem ser pontos de entrada emocionais interessantes para compor uma história”. Pode haver uma tendência a não querer compartilhar detalhes pessoais no trabalho, mas histórias que ilustram luta, fracasso e barreiras a superar são o que fazem os líderes parecerem autênticos e acessíveis. “A chave é mostrar sua vulnerabilidade”, diz Morgan.

Não se faça de herói

Dito isto, não se torne a estrela da própria história. “Uma história sobre seu carro com motorista e milhões em opções de ações não vai motivar seus funcionários”, diz Morgan. Você pode ser uma figura central, mas o foco principal deve ser sobre as pessoas que você conhece, lições que você aprendeu, ou eventos que você tenha testemunhado. E, sempre que possível, procure esforçar-se para “tornar o público ou os funcionários os heróis”, diz Morgan. Isso aumentaria o engajamento e a vontade de “comprar” sua mensagem. “Uma das principais razões de ouvirmos histórias é criar uma crença mais profunda em nós mesmos”, diz Sachs. “Mas quando quem conta a história enaltece a si próprio, o público perde o interesse na história”. Moral da história: quanto mais você celebrar suas próprias decisões, será menos provável que o público se conecte com você e sua mensagem. Portanto, permaneça grande, mas humilde.

Destaque um desafio superado

Uma história sem um desafio simplesmente não é muito interessante. “Os bons contadores de histórias compreendem que uma história precisa de conflito”, diz Morgan. Existe um concorrente que precisa ser superado? Um desafio de mercado que precisa ser superado? Uma indústria resistente à mudança que precisa de ser transformada? Não tenha medo de sugerir que o caminho a seguir será difícil. “Nós, na verdade, gostamos de sermos informados que vai ser difícil”, afirma Morgan. “Os líderes inteligentes dizem a seus subordinados, “isso vai ser difícil. Mas se todos nós nos unirmos, vamos conseguir algo surpreendente no final”. Uma história bem trabalhada sendo reforçada dessa forma significa que “não se tem que exigir mudanças ou esforço”, diz Sachs. “As pessoas se tornarão seus parceiros na mudança”, porque desejam ser parte da viagem.

Menos é mais, mas atente aos detalhes

Nem toda história que contamos precisa ser um épico surpreendente. Algumas das histórias mais memoráveis ​​e bem sucedidas são relativamente simples e diretas. Não deixe que detalhes desnecessários desvirtuem sua mensagem principal. Trabalhe a partir do princípio de que “menos é mais”. Um dos maiores erros que você pode cometer é encher de detalhes que não fazem a menor diferença. Não diga a seu público que dia da semana era, por exemplo, ou o que você estava usando sapatos se isso não agregar ao menos de uma forma “poética”, digamos. Mas transportar sua audiência com alguns detalhes interessantes e bem colocados – como o que você sentiu, a expressão em um rosto, as origens humildes de uma (agora) grande empresa – pode ajudar a envolver seus leitores ou ouvintes.

A prática leva à perfeição

Contar histórias é uma “forma real de arte” que exige um esforço repetido para acertar, diz Morgan. Portanto pratique com amigos, entes queridos e colegas de confiança como aprimorar a sua mensagem para uma história mais eficaz e eficiente. E lembre-se que as recompensas podem ser imensas. “Histórias são a ferramenta viral original”, diz Sachs. “Uma vez que você conte uma história muito convincente, a primeira coisa que alguém vai fazer é pensar: “a quem eu posso contar essa história? Assim, para os mais três minutos que você gasta codificando uma comunicação de liderança em uma história, terá retornos que duram meses e talvez até anos”. Mãos à obra!

Fonte: Harvard Business Review

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