Como Escrever Torna as Pessoas mais Inteligentes

Como Escrever Torna as Pessoas mais Inteligentes

Todos devem escrever – não apenas escritores profissionais. Você pode argumentar que é fácil para um escritor dizer isso. Um cantor também pode facilmente dizer: “Bem, eu acredito que todos devem aprender a cantar”. Mas, de todos os meios de expressão da criatividade que existem, nenhum é tão campeão no pensamento crítico, no exercício da criatividade com simplicidade e na clareza do pensamento crítico como a escrita. Escrever nos torna mais inteligentes.

E abaixo estão algumas razões (embasadas pela ciência) do por que é assim:

Escrever nos ajuda a clarear nossas mentes e permite o pensamento mais coerente

Esta é talvez uma das coisas mais belas sobre a escrita. Em seu livro “Porque Escrevemos”, Meredith Maran entrevistou escritores sobre o por quê de escreverem. Quase todos eles argumentaram ser a única coisa que sabiam fazer, mas havia um motivo delicioso e recorrente do por que as pessoas escrevem: a escrita fornece um intervalo no tempo no momento presente para refletir, digerir e pensar profundamente.

Joan Didion, autora “Play It as It Lays”, diz: “escrevo inteiramente para descobrir o que estou pensando, o que estou olhando, o que vejo e o que isso significa”.

Armistead Maupin, autor de “Tales of the City”, diz: “escrevo para me explicar para mim mesma. É uma maneira de processar meus desastres, colocando para fora a confusão da vida para dar simetria e significado a ela”. Não é incomum uma pessoa compreender totalmente um conceito até que o anote e perceba que há aspectos do conceito sobre os quais ainda não havia pensado.

Escrever, portanto, é uma maneira de organizar nossos pensamentos. É um exercício que nos permite refletir e nos ajuda a ganhar novos conhecimentos e a alcançar novas perspectivas. Você pensa mais profundamente quando escreve, e isso ajuda a ver as coisas com mais clareza.

Escrever nos ajuda a absorver melhor as informações e a aprender muito mais

Não só você verá as coisas mais claramente quando escreve, você também absorverá melhor as informações e aprenderá muito mais quando anotar as informações dadas a você. Isso explica por que os estudantes e participantes em conferências e reuniões que tomam notas de palestras ou discursos aprendem mais do que aqueles que apenas ouvem as palestras e não escrevem nada.

Curiosamente, de acordo com um estudo publicado por Pam Mueller e Daniel Oppenheimer, da Universidade de Princeton e Universidade da Califórnia, respectivamente, estudantes que fazem anotações no papel aprendem significativamente mais do que seus pares que tomam notas em um laptop. Isso porque os pesquisadores descobriram que os usuários de laptop geralmente digitam quase tudo o que ouvem sem dedicar muita atenção ao que estão escrevendo. Basicamente, eles não estão processando o significado do que estão anotando; ao contrário, estão apenas transcrevendo. E transcrever não requer muita atividade cognitiva.

Aqueles que tomam anotam à mão, no entanto, obviamente não podem escrever cada palavra que o professor profere. A solução é escutar mais atentamente, resumir a lição, listar apenas os pontos-chave e, consequentemente, aprender muito mais. Seu cérebro está totalmente engajado no processo de compreensão quando você escrever à mão, o que significa que você se lembra melhor da informação entregue a você. Sim, vivemos na era digital e é quase impossível imaginar não usar o laptop para trabalhar ou estudar, mas não devemos negligenciar totalmente a escrita à moda antiga usando uma caneta e papel.

Escrever nos ajuda a processar sentimentos negativos e melhora nossa inteligência emocional

Um estudo de 1994 conduzido por Stefanie Spera, James Pennebaker e Eric Buhrfeind encarregou 63 engenheiros desempregados de escrever para posteriormente analisarem se a escrita teria efeito sobre seus níveis de estresse. Os engenheiros participantes foram divididos em três grupos: um grupo de controle (que, por sua vez, escrevia sobre seus planos para o dia ou sobre sua rotina em busca de trabalho), um segundo grupo de controle (que não exercitou a escrita como os demais), e o grupo experimental (que fez “escrita expressiva”, onde mantiveram diários de seus mais profundos pensamentos e experiências dolorosas).

Os engenheiros do grupo experimental “escrita expressiva”, escreveram por 20 minutos todos os dias, descrevendo seus sentimentos de perda, rejeição, estresse financeiro e assim por diante, em sua busca por um emprego. Três meses mais tarde, “cinco indivíduos do grupo experimental conseguiu arranjar emprego, nenhum indivíduo do grupo de controle encontrou emprego, e dois indivíduos do grupo controle que não escreveram conseguiram emprego”, testemunharam os autores do estudo.

Oito meses mais tarde, apenas 24% dos indivíduos do grupo de controle que escrevem tinha aceitado empregos de tempo integral, 14% dos indivíduos do grupo de controle que não escreveu tinham aceitado a oferta, e surpreendentes 53% dos indivíduos do grupo experimental encontrou um emprego em tempo integral.
A conclusão do estudo:


“Escrever sobre os pensamentos e sentimentos que cercam a perda do emprego, por exemplo, pode permitir que funcionários demitidos trabalhem através de sentimentos negativos a elaboração sobre a perda, alcançando assim uma nova perspectiva de vida. Fazer isso pode criar uma mudança na orientação do indivíduo que permite deixar passar as emoções negativas, impedindo-as de ressurgir e talvez sabotar o indivíduo na procura de emprego, por exemplo, em uma entrevista de emprego”.

Em outras palavras, os pesquisadores descobriram que suprimir sentimentos negativos é um fardo pesado, e colocá-los para fora através da escrita, não para ser publicado,  mas para si mesmo, é como um bálsamo para lábios ressecados. Escrever o torna emocionalmente inteligente e apto a lidar com situações desagradáveis.

Fonte: Lifehack

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