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O futuro da mobilidade: desenvolva uma estratégia voltada para smartphones e tablets

O futuro da mobilidade: desenvolva uma estratégia voltada para smartphones e tablets

Daniel Burrus*

Estamos atualmente no meio da maior revolução de software e hardware que já existiu. Com poder de processamento, armazenamento e largura de banda aumentando exponencialmente, smartphones e tablets estão se tornando nosso principal computador pessoal. Como resultado, clientes, funcionários e outras partes envolvidas nessa equação estão usando seus dispositivos móveis em todos os lugares, e isso definitivamente afeta como eles veem uma empresa online e como eles interagem com ela diariamente. Infelizmente, muitos líderes continuam a encarar smartphones, tablets e a consumerização da TI como uma ameaça. Mas estas são, na verdade, grandes oportunidades de virar o jogo nos negócios.

Nunca antes as empresas foram capazes de interagir com os clientes em qualquer lugar, e a qualquer momento iniciar um diálogo significativo com seu público. Ao invés de bombardeá-lo com mensagens publicitárias e esperar que as pessoas não só as vejam, como também ajam a partir delas, agora já temos a oportunidade de, através de dispositivos móveis, envolvê-las diretamente com a informação precisa daquilo que necessitam no momento em que estao prestes a tomar uma decisão de compra. Isso por si só já seria um grande motivo para desenvolver uma estratégia primordialmente pensada para dispositivos móveis.

Analisamos a seguir alguns componentes que ajudariam todas as organizações a alcançar uma visão mais ampla do que realmente se parece uma estratégia voltada para dispositivos móveis:

1. Crie um site com web design responsivo. Você provavelmente possui dois sites, um versão mobile e outro para desktop. Mas grandes são as chances de que eles não se ajustem bem em todas os vários tamanhos de telas de smartphones e tablets, por não serem adaptados a todos os dispositivos com o que é conhecido por web design responsivo. Portanto, verifique se o seu site ajusta-se automaticamente ao tamanho da tela que o usuário possui. Por exemplo, acesse http://calebogden.com/, http://owltastic.com/, http://thinkvitamin.com/ ou http://www.burrus.com e faça um teste. Visualize-os no laptop primeiro. Encolha a janela do
navegador e observe como o site se altera para adaptar-se a qualquer tamanho de tela. Então, experimente-os no tablet ou smartphone. Independentemente do tamanho da tela, todos estes sites serão agradáveis aos olhos do usuário e funcionarão muito bem.

2. Projete seu site primeiro para dispositivos móveis. As pessoas estão cada vez mais tomando decisões enquanto usam celulares e tablets do que em seus laptops. Estamos bem além do ponto onde mais tablets e smartphones estão sendo vendidos que computadores. E, nos últimos dois anos, a maior parte dos celulares vendidos no mundo foram smartphones. Um ponto de inflexão mais interessante foi alcançado no ano passado: o custo de produção de um smartphone passou a ser o mesmo que fazer um
celular sem tantos recursos. Tenha em mente que a tendência será a de que smartphones e tablets continuarão a crescer no mercado, o que vem a ser mais um bom motivo para se pensar primeiro nesses dispositivos antes de criar ou reformular um site, ao invés do PC ou laptop.

3. Repense a forma como as pessoas pagam. Os cartões de crédito são fáceis, mas as carteiras digitais facilitam ainda mais as compras. Atualmente, o Google oferece uma carteira móvel que funciona com todos os principais cartões de crédito. É segura e permite que o usuário faça pagamentos via smartphone. Em um futuro próximo, na medida em que toda empresa de serviços financeiros passar a viabilizar pagamentos móveis, vamos avançar muito rapidamente daquela velha carteira de couro para uma carteira no celular. Um exemplo de uma tecnologia capacitadora é o NFC, ou chips de comunicação de campo próximo, que tem sido testados em celular. Eles habilitam o pagamento seguro e fácil, logo, é bom que estejamos prontos para isso. Sua empresa não está pronta para as e-wallets? Que tal viabilizar pagamentos em smartphones e tablets adicionando um sistema Square ou similar? A Starbucks nos EUA já usa este dispositivo com grande sucesso.

4. Olhe para onde a tecnologia está indo, não onde ela esteve antes. O Siri da Apple é uma tecnologia de linguagem natural que permite que o usuário faça uma pergunta e receba a resposta em uma voz semelhante à humana. O poder do Siri está na nuvem, e outras plataformas móveis já vieram com uma versão própria do agente ultra inteligente recém criado. O tempo para uma versão específica organizacional ou de varejo do Siri é agora. Pense nisso como um “concierge móvel” para sua empresa. Sim, a tecnologia está aí. Ela só não foi aplicada desta forma ainda.

5. Torne a experiência de compra a mais fácil possível. Muitas lojas são tão grandes hoje em dia que chegar a ser difícil para os clientes encontrar o que desejam. E, para manter os custos sob controle, as lojas mantêm uma equipe enxuta. Mas quando os clientes não conseguem achar o que estão procurando e não encontram um vendedor para ajudá-los, eles saem da loja frustrados. Agora imagine quantas vendas a mais seria possível fazer se fosse oferecido aos consumidores um aplicativo que lhes permitisse encontrar exatamente o que procuram. Isso poderia ser feito, por exemplo, a partir do recurso de localização do GPS, que permitiria aos consumidores localizar no layout da loja onde estão produtos e os vendedores em tempo real. Em seguida, eles simplesmente digitariam ou perguntariam: “Onde estão as câmeras digitais?”(ou qualquer outra coisa) e o aplicativo ou assistente do tipo Siri revelaria ao consumidor exatamente onde localizar o produto na loja. Mas isso não vale apenas para o varejo. Empresas prestadoras de serviços também podem ter um aplicativo personalizado que torna a vida dos seus clientes muito mais fácil. Por exemplo, uma empresa de planejamento financeiro pode fornecer a cada cliente um aplicativo que lhes permita gerir seu portfolio e receber atualizações diárias e alertas, para citar apenas algumas facilidades.

6. Torne mais fácil o trabalho também: aplicativos não foram feitos apenas para consumidores; eles podem tornar uma equipe mais produtiva também. Ao invés do serviço ao cliente ser conectado a um desktop com uma interface para atendimento, cada funcionário pode possuir um tablet com aplicativos essenciais que lhes permitam ajudar os clientes em tempo real. Com esses aplicativos eles poderiam saber se os produtos estão no estoque ou no depósito, consultar datas de chegada do produto, processar trocas simples, e fazer quase tudo o que normalmente é feito no balcão de atendimento ao cliente, porém sem as longas filas. Vale lembrar que os principais varejistas no mundo já usam smartphones e tablets como dispositivo de ponto de venda, economizando o tempo e conquistando a satisfação de seus clientes.

7. Deixe os aplicativos fazerem a venda: todas as lojas estocam a melhor classe de mercadorias para seus clientes e para a loja. Mas e se o que a loja tem disponível não for a marca que o cliente deseja? Com um aplicativo, o cliente poderia digitar o nome de uma marca ou um produto específico, e o aplicativo mostraria não apenas os equivalentes, mas também porque as marcas que em estoque são melhores do que aquelas específicas que o cliente desejava. Talvez haja um chamariz em outro produto ou tenha sido comprovado que não duraria por muito tempo. Dessa forma, os clientes seriam ajudados a tomar decisões de compra melhores e mais bem informadas.

Fonte: LinkedIn Articles


* Daniel Burrus é considerado um dos principais analistas de tecnologia e especialistas em inovação do mundo, mentor e CEO da Burrus Research, empresa de pesquisa e consultoria que monitora os avanços globais nas tendências de tecnologia orientando clientes a compreender como as forças tecnológicas, sociais e de negócios têm convergido para criar enormes oportunidades inexploradas. Ele é autor de 6 livros, incluindo “Flash Foresight“, best seller pelo The New York Times.

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Laura Lopes

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